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	<title>Gustavo Galvão</title>
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		<title>Mais três projetos aprovados</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 04:19:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[9 Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Uma Dose Violenta]]></category>

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		<description><![CDATA[André Frateschi, Carolina Sudati e Vinícius Ferreira em uma cena de Nove Crônicas para um Coração aos Berros, a ser lançado em 2012 Verba garantida para finalizar um longa-metragem em 35mm e para desenvolver outro, bem como para produzir o piloto de uma série de televisão. Esse é o saldo da participação da 400 FILMES [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.gustavogalvao.com/wp-content/uploads/2011/04/9cr_andre-carol-vinicius.jpg' alt='9cr_andre-carol-vinicius.jpg' /><br />
<em>André Frateschi, Carolina Sudati e Vinícius Ferreira em uma cena de<br />
Nove Crônicas para um Coração aos Berros, a ser lançado em 2012</em></p>
<p>Verba garantida para finalizar um longa-metragem em 35mm e para desenvolver outro, bem como para produzir o piloto de uma série de televisão. Esse é o saldo da participação da 400 FILMES no mais recente edital do Fundo de Apoio à Cultura (FAC 2011), do Governo do Distrito Federal, cujo resultado foi anunciado no dia 08 de fevereiro. Juntamente com o longa <em>Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa</em>, contemplado no FAC 2010, esses três projetos farão de 2012 um ano prolífico para a produtora.</p>
<p>Com R$ 200 mil garantidos para a finalização, <em>Nove Crônicas para um Coração aos Berros</em> foi produzido com recursos do diretor Gustavo Galvão e das parceiras Effects Filmes e Ludofilmes (além da própria 400 e dos apoiadores). Estrelado por atores do porte de Simone Spoladore, Leonardo Medeiros, Júlio Andrade, Denise Weinberg e Marat Descartes, entre outros, o filme é um caso particular na cena de Brasília. A começar pela ousadia de dispensar o uso de um roteiro tradicional e incitar atores e equipe a tomar caminhos inesperados – a partir de rascunhos de situações dramáticas. O lançamento no circuito de festivais acontecerá em 2012. A duração será de 93 minutos.</p>
<p>André Carvalheira, diretor de fotografia de <em>Nove Crônicas</em> e de <em>Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa</em>, está à frente de <em>Cidade Submersa</em>, que receberá quase R$ 58 mil para o desenvolvimento do projeto. Seu primeiro longa como diretor e roteirista viaja na mente de um cidadão acima de qualquer suspeita, que, pouco a pouco, revolta-se com a vida que o cerca e alimenta o desejo de se tornar um matador. Não é a primeira prova de reconhecimento que o projeto recebe: em novembro de 2011, ele participou do Iberoamerican Film Crossing Borders, laboratório organizado pela Fundação Luis Buñuel e pelo Festival do Amazonas.</p>
<p>Carvalheira será o diretor de fotografia também no piloto da série <em>Bola que Rola</em>, uma co-produção 400 FILMES, Olho de Gato (também de Brasília) e Atelier (Pernambuco), que será financiado pelo FAC (R$ 46,5 mil). A idéia consiste em capturar a importância da prática do futebol para a sociedade brasileira e entender o esporte como expressão cultural, com imagens a serem captadas em Brasília, Rio de Janeiro e Recife. Não se tratará, aqui, do futebol dos grandes clubes, e sim do futebol vivenciado nas ruas e campinhos. O piloto terá direção de Guilherme Bacalhao e Getsemane Silva. O produto final terá 26 minutos e começará a ser exibido para potenciais compradores ainda em 2012.</p>
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		<title>Prontos para pegar a estrada (I)</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 20:25:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Dose Violenta]]></category>

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		<description><![CDATA[O longa Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa será rodado em 2012 O terceiro longa-metragem da 400 FILMES começa a sair do papel, depois de quatro anos de elaboração, aperfeiçoamento e reestruturação – o que incluiu a consultoria de roteiro de um especialista de renome mundial, o argentino Miguel Machalski. Com patrocínio do Fundo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.gustavogalvao.com/wp-content/uploads/2011/12/dose-site-gus.jpg' alt='‘Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa' /><br />
O longa <em>Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa</em> será rodado em 2012</p>
<p>O terceiro longa-metragem da 400 FILMES começa a sair do papel, depois de quatro anos de elaboração, aperfeiçoamento e reestruturação – o que incluiu a consultoria de roteiro de um especialista de renome mundial, o argentino Miguel Machalski. Com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura, do Governo do Distrito Federal, <em>Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa</em> tem data para acontecer: será rodado entre junho e julho de 2012, em locações em Brasília e Minas Gerais.</p>
<p>Com a previsão de lançar um longa por ano entre 2011 e 2013, meta que se soma à diversidade de temas tratados e à experimentação de propostas estéticas e narrativas, a 400 FILMES se firma como uma referência do cinema na região Centro-Oeste. O primeiro longa estreou em outubro. Mesmo tendo sido exibido fora da competição, o documentário <em>A Cidade é uma Só?</em> recebeu menção honrosa do júri na Semana dos Realizadores, no Rio. Agora, perto de concluir a montagem da ficção <em>Nove Crônicas para um Coração aos Berros</em> (lançamento em 2012), a produtora se prepara para realizar seu terceiro e mais ambicioso projeto.</p>
<p>Orçado em R$ 700 mil, <em>Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa</em> adotará a mesma estrutura do longa anterior do diretor e roteirista Gustavo Galvão, <em>Nove Crônicas para um Coração aos Berros</em>. Com equipe enxuta e elenco diversificado (na qual a experiência de alguns profissionais de talento reconhecido complementa o desejo de correr riscos dos mais jovens), todos serão estimulados a criar e a se reinventar. A base dessa aventura é a história de dois jovens que percorrem o Brasil Central em busca de uma razão para viver.</p>
<p>O brasiliense Vinícius Ferreira, que estreou em longas em <em>Nove Crônicas para um Coração aos Berros</em>, dividirá as atenções com um dos atores paulistas mais conceituados de sua geração, Marat Descartes (destaque em <em>Trabalhar Cansa</em> e <em>Os Inquilinos</em>, sem contar a atuação marcante em <em>Nove Crônicas</em>). Escolhidos pela capacidade de explorar diferentes registros com fluência e ousadia, Vinícius e Marat são peças fundamentais num projeto que procura atiçar a sensibilidade do público para questões polêmicas da realidade brasileira ao investir no humor negro e na auto-ironia.</p>
<p>Em breve, mais notícias sobre <em>Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa</em>!</p>
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		<title>Novo site da 400 está no ar</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jun 2011 23:29:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[400 Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao emplacar quatro curtas no 39º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (2006), a 400 FILMES se firmou como uma das mais atuantes produtoras de cinema na capital do Brasil. A partir dali, a empresa se destacaria não só pelo volume de trabalho, mas também pela fidelidade a um princípio: fazer da linguagem audiovisual um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.gustavogalvao.com/wp-content/uploads/2011/06/site400_1.jpg' alt='site400_1.jpg' /></p>
<p>Ao emplacar quatro curtas no 39º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (2006), a 400 FILMES se firmou como uma das mais atuantes produtoras de cinema na capital do Brasil. A partir dali, a empresa se destacaria não só pelo volume de trabalho, mas também pela fidelidade a um princípio: fazer da linguagem audiovisual um instrumento de investigação da experiência humana.</p>
<p>Após uma década produzindo curtas com o propósito de explorar caminhos que fugissem do convencional (16 ao todo), a 400 FILMES iniciou uma nova fase em 2011 – ano que marca a finalização dos dois primeiros longas da casa: a ficção <em>Nove Crônicas para um Coração ao Berros</em> (com lançamento previsto para 2012) e o documentário <em>A Cidade é uma Só?</em> (confirmado para 2011). A exploração de novos caminhos continua sendo uma meta; o que muda agora é o formato.</p>
<p><img src='http://www.gustavogalvao.com/wp-content/uploads/2011/06/site400_2.jpg' alt='site400_2.jpg' /></p>
<p>Todas as informações sobre esses curtas e longas, sobre a produtora e sobre os quatro realizadores que somaram suas experiência para formá-la estão no novo site da 400, em duas versões: uma em português (<a href="http://www.400filmes.com">www.400filmes.com</a>) e a outra, em inglês (<a href="http://www.400filmes.com/english/">www.400filmes.com/english/</a>). As notícias sobre os projetos e os filmes da 400 que estão rodando o mundo serão postadas na seção NOVIDADES.</p>
<p>E atenção: o site oficial do <em>Nove Crônicas</em> está sendo preparado pelo premiado designer Ricardo Landim. Mais informações em breve, aqui e no site da 400!</p>
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		<title>Cinema contra a mesmice</title>
		<link>http://www.gustavogalvao.com/cinema-contra-a-mesmice/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 14:03:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[9 Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Simone Spoladore é um dos destaques no elenco de Nove Crônicas para um Coração aos Berros (foto: Fred Chalub) Certo dia, uma amiga francesa me perguntou porque os longas brasileiros não correspondem às expectativas geradas pelos curtas que fazemos por aqui. Programadora de um festival internacional, ela identifica nos curtas aos quais tem acesso a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.gustavogalvao.com/wp-content/uploads/2011/04/9cr_simone.jpg' alt='9cr_simone.jpg' /><br />
<em>Simone Spoladore é um dos destaques no elenco de Nove<br />
Crônicas para um Coração aos Berros (foto: Fred Chalub)</em></p>
<p>Certo dia, uma amiga francesa me perguntou porque os longas brasileiros não correspondem às expectativas geradas pelos curtas que fazemos por aqui. Programadora de um festival internacional, ela identifica nos curtas aos quais tem acesso a busca por uma estética que fuja do óbvio. Para ela, o mesmo não se aplica à maioria dos longas produzidos nos últimos anos.</p>
<p>Atrás de respostas, discutimos as possibilidades. Falamos do modelo de financiamento no Brasil, que se fundamenta em critérios subjetivos e antiquados para a análise de projetos e coloca empecilhos para a renovação de abordagens; falamos do setor privado, que ignora o potencial criativo desse país; falamos também dos realizadores, claro. São muitos os que abrem mão da ousadia com a ilusão de que podem fazer cinema popular com o investimento que obtêm de estatais e governos.</p>
<p><img src='http://www.gustavogalvao.com/wp-content/uploads/2011/04/9cr_julio-denise.jpg' alt='9cr_julio-denise.jpg' /><br />
<em>Júlio Andrade e Denise Weinberg (foto: Cristiane Oliveira)</em></p>
<p>Foram dois dias falando sobre isso. Ainda assim, não sei se respondi com propriedade. Trata-se de uma realidade com muitas nuances. Hoje, envolvido com a montagem de <em>Nove Crônicas para um Coração aos Berros</em>, percebo que ainda tento responder à pergunta. Não com palavras, mas com o filme. A forma como ele foi concebido, a forma como foi realizado e os objetivos que estamos perseguindo destoam do habitual no contexto brasileiro (destoam de um certo cinema brasileiro que anseia ser industrial, diga-se).</p>
<p>Primeiro superamos a cobrança por um roteiro à moda dos manuais e com algum apelo extra-narrativo (comercial, social ou moral), requisito implícito para determinar o destino do dinheiro investido em cinema no Brasil. Em momento algum existiu um roteiro formal, e sim nove histórias desenvolvidas por mim e pela co-roteirista Cristiane Oliveira. Estas foram submetidas aos atores, que puderam recriá-las a cada ensaio. Reescrevemos diálogos e situações. Até o caráter de alguns personagens foi repensado nesse processo intenso de construção dramatúrgica. </p>
<p><img src='http://www.gustavogalvao.com/wp-content/uploads/2011/04/9cr_eucir-larissa.jpg' alt='9cr_eucir-larissa.jpg' /><br />
<em>Eucir de Souza e Larissa Salgado (foto: Cristiane Oliveira)</em></p>
<p>Curiosamente, esses ensaios trouxeram à tona o que havia de pessoal nas histórias. Esclareceram porque elas me atraíam tanto, mesmo quando não passavam de rascunhos. Pude notar um grau de identificação semelhante em boa parte do elenco. Isso se deve ao fato de que os ensaios nos permitiam resgatar o básico, o essencial de ser humano. Esse era o princípio que nos guiou: entender como o humano se manifesta, sem juízos de valor nem concessões ao senso comum.</p>
<p>As idéias se renovavam até o último <em>take</em> de cada plano. No entanto, nunca nos sentimos à deriva. A base de tudo, inclusive do trabalho com os atores, foi definida antes, nas conversas com os parceiros mais próximos – o diretor de fotografia André Carvalheira, a diretora de arte Valéria Verba e o técnico de som Ricardo Reis; além de Cristiane Oliveira, que também atuou como assistente de direção. Ao convidá-los para o projeto, deixei claro que cada crônica poderia tomar rumos inesperados. Era indispensável que criássemos uma proposta estética sólida, que costurasse essas narrativas. É aqui que a “cidade” se impôs como uma protagonista oculta.</p>
<p><img src='http://www.gustavogalvao.com/wp-content/uploads/2011/04/9cr_mario.jpg' alt='9cr_mario.jpg' /><br />
<em>Mário Bortolotto (foto: Fred Chalub)</em></p>
<p>Desde 2007, vivo com um pé em Brasília (cidade planejada) e com o outro em São Paulo (megalópole caótica). Sempre me identifiquei com o “lado B” da megalópole, com suas casas largadas à própria sorte, com suas paredes maculadas pela poluição e pelo tempo. Esses lugares transmitem para mim uma instigante sensação de vivência. Eles existem, estão diante de nós, mas não são percebidos. Já me senti assim. Que sentimento é esse? Ele é a chave para entender as histórias que compõem o filme.</p>
<p>Estávamos conscientes do peso que as locações teriam na definição da cara do filme. Sempre acompanhado de Cristiane e de Valéria, vasculhei São Paulo atrás daquela sensação de vivência. Procuramos lugares que necessitassem de pouca ou nenhuma interferência cênica. Encontramos casarões transformados em cortiços, hotéis entregues aos ácaros e até um quartinho de fundo de quintal, utilizado como banheiro de coelhos.</p>
<p><img src='http://www.gustavogalvao.com/wp-content/uploads/2011/04/9cr_felipe.jpg' alt='9cr_felipe.jpg' /><br />
<em>Felipe Kannenberg (foto: Cristiane Oliveira)</em></p>
<p>Logo entendemos o sentimento que se manifesta em mim sempre que contemplo o “lado B” dessa cidade: é o vazio desesperador provocado pelo abandono. Disso resultou a premissa de situar a ação em ambientes decadentes. Em vez de indicar a condição financeira, os ambientes atuam no inconsciente do espectador e ilustram o estado de espírito dos personagens. Assim superamos outra barreira, a redução do drama humano a questões sociais ou econômicas elementares – prática recorrente entre aqueles que fazem cinema no Brasil, bem como entre aqueles que julgam o cinema feito na América Latina, tão plural quanto o universo que representa.</p>
<p>A idéia inicial consistia em evitar uma justificativa social ou moral para as tramas, permitindo que estas se alimentassem das próprias contradições e das sutilezas de comportamento. Todo mundo tem sua miséria particular. Seja a prostituta cansada de trabalhar, seja o funcionário público exemplar. Nesse aspecto, dar vazão à necessidade de mudança é mais que um ato de sobrevivência. Enfrentar o abandono significa combater a indiferença, a mesmice. Por isso levantei o filme de forma tão determinada, porque ele traduz o tamanho da minha inquietação.</p>
<p><strong>*</strong> <em>O longa-metragem</em> Nove Crônicas para um Coração aos Berros <em>se encontra em fase de captação de recursos para a finalização. Mais informações serão publicadas aqui, no site da produtora 400 Filmes (<a href="http://www.400filmes.com">www.400filmes.com</a>) e no site oficial do filme, a ser lançado em julho de 2011.</em></p>
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		<title>Crônicas libertadoras</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 23:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[9 Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Simone Spoladore e Júlio Andrade em Nove Crônicas para um Coração aos Berros (foto de Fred Chalub) Admiro os filmes pessoais, filmes assim costumam me pegar de jeito. Tenho a sensação de descobrir algo íntimo – que o realizador confessa em segredo, ou deixa escapar meio sem querer. Essa intimidade me interessa cada vez mais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.gustavogalvao.com/wp-content/uploads/2011/04/9cr_simone-julio.jpg' alt='9cr_simone-julio.jpg' /><br />
<em>Simone Spoladore e Júlio Andrade em Nove Crônicas<br />
para um Coração aos Berros (foto de Fred Chalub)</em></p>
<p>Admiro os filmes pessoais, filmes assim costumam me pegar de jeito. Tenho a sensação de descobrir algo íntimo – que o realizador confessa em segredo, ou deixa escapar meio sem querer. Essa intimidade me interessa cada vez mais, daí a fascinação que sinto por filmes “pequenos”. Tanto que decidi fazer um. Fiz alguns curtas-metragens dessa forma, sentia que havia chegado a hora de fazer um longa. Tinha muitos sentimentos guardados dentro de mim, precisava liberar tudo isso com urgência.</p>
<p>Não sei ao certo quando começou essa aventura de fazer um longa-metragem com pouco dinheiro, de forma independente e urgente. O que eu lembro bem é que estava obcecado por artistas que faziam o que queriam com o que dispunham. Era setembro de 2009. Tive a oportunidade de passar uns dias em San Francisco e Nova York, o que ativou histórias que guardava fazia muito tempo. Essas histórias ainda me tocavam e a vontade de torná-las visíveis palpitava em mim. Em novembro, comecei a chamar os amigos para fazermos um filme. Pois é, um longa: <em>Nove Crônicas para um Coração aos Berros</em>.</p>
<p><img src='http://www.gustavogalvao.com/wp-content/uploads/2011/04/9cr_andre-carol-vinicius.jpg' alt='9cr_andre-carol-vinicius.jpg' /><br />
<em>André Frateschi, Carolina Sudati e Vinícius Ferreira,<br />
em outra cena do filme (foto de Cristiane Oliveira)</em></p>
<p>As histórias que compõem o filme foram desenvolvidas como textos livres, voltados para temas cotidianos e destituídos das amarras de um roteiro cinematográfico típico. Por isso decidi usar o termo “crônicas” no título. São nove histórias que se mesclam e se deixam contaminar, todas elas sobre um mesmo tema: pessoas que se encontram numa espécie de encruzilhada em sua vida, que precisam se renovar logo, senão&#8230; Sei lá. O importante é mudar.</p>
<p>Lembro do dia em que convidei Denise Weinberg para fazer parte do elenco. Foi no dia 12 de dezembro, estava em vias de preparar um grande time – já havia confirmado com Leonardo Medeiros, Júlio Andrade, Larissa Salgado e Vanise Carneiro; em poucos dias, fechei com André Frateschi, Mário Bortolotto, Simone Spoladore. Naquela tarde de 12/12, acertei a participação de Denise. Antes, porém, ela me perguntou de quem era o “coração aos berros”. “É meu!”, respondi sem hesitar.</p>
<p><img src='http://www.gustavogalvao.com/wp-content/uploads/2011/04/9cr_larissa.jpg' alt='9cr_larissa.jpg' /><br />
<em>Larissa Salgado (foto de Cristiane Oliveira)</em></p>
<p>Tal qual os personagens que começavam a ganhar vida a cada conversa e a cada ensaio, eu também sentia uma necessidade absurda de me reinventar. Foi com esse sentimento, tão evidente em meus olhos e nas minhas falas, que abordei os 24 atores e a maior parte dos técnicos. Inclusive parceiros antigos, como é o caso de André Carvalheira (diretor de fotografia), Marcius Barbieri (montador), Jimi Figueiredo (trilha sonora), Larissa Salgado e Vinícius Ferreira (atores). Com o talento e a entrega de todos eles, seguimos o objetivo de fazer um pequeno-grande filme.</p>
<p>Rodamos oito das nove histórias entre 27/02 e 05/04. Basicamente nos fins de semana e feriados, como nos tempos do cinema mudo – um caso célebre no Brasil é o de Adhemar Gonzaga com o personalíssimo <em>Barro Humano</em> (1929). Em 17 dias, passamos por cerca de 25 locações em São Paulo e arredores, com o objetivo de compor uma cidade fictícia, estagnada no tempo (o que está longe de ser São Paulo). Não se trata de um filme paulista, e sim de uma produção bem brasileira, composta por profissionais de Brasília, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro&#8230; E sensivelmente influenciada por minha relação com Brasília, a capital “cinquentona”.</p>
<p><img src='http://www.gustavogalvao.com/wp-content/uploads/2011/04/9cr_leonardo-marat.jpg' alt='9cr_leonardo-marat.jpg' /><br />
<em>Marat Descartes e Leonardo Medeiros (foto de Fred Chalub)</em></p>
<p>Nasci, cresci e me tornei cineasta em Brasília. Foi nessa cidade que percebi as relações que se estabelecem entre o homem e o espaço urbano. Dediquei até alguns curtas a essa questão especificamente pelo viés brasiliense. Agora, com essas <em>Nove Crônicas para um Coração aos Berros</em>, amplio a questão ao abordar a arquitetura como reflexo das relações na contemporaneidade. As nove histórias acontecem numa metrópole não-identificada. As tramas ocorrem quase sempre em ambientes fechados, com paredes descuidadas, desbotadas, sujas. Estão todos em ruínas aqui: as pessoas e os lugares.</p>
<p>Com essa premissa estética levada a extremos, equipe e elenco puderam tocar adiante a proposta que lancei desde o princípio, a de estarmos disponíveis para a experimentação. Ao nos libertarmos desse ditador chamado “naturalismo”, transitamos entre os mais diversos gêneros, entre os mais diversos estilos. O filme finalizado deverá ir do intimista ao nonsense. Em alguns momentos, por sinal, os extremos se misturam. Como as histórias. Como a vida.</p>
<p><img src='http://www.gustavogalvao.com/wp-content/uploads/2011/04/9cr_vanise-rita.jpg' alt='9cr_vanise-rita.jpg' /><br />
<em>Vanise Carneiro e Rita Batata (foto de Fred Chalub)</em></p>
<p>Essa dualidade (ou ambigüidade, ou paradoxo) corresponde ao drama que acomete boa parte dos personagens nesse grande painel de sonhos, frustrações e transformações. É que a mudança supõe um impasse entre a necessidade de se reinventar e o medo de errar. Acredito nas pessoas (e nos filmes) que não têm medo de errar. “O objetivo pelo qual todo filme deveria lutar é nos transportar a um lugar diferente”, Bertolucci disse certa vez. É o que repito para mim há meses, desde que decidi embarcar nessa aventura.</p>
<p><strong>Equipe técnica</strong><br />
Direção, roteiro e produção: Gustavo Galvão<br />
Co-roteirista e assistente de direção: Cristiane Oliveira<br />
Produção executiva: Guilherme Bacalhao, Marina Volpatto e Thalita Ateyeh<br />
Direção de fotografia: André Carvalheira<br />
Direção de arte: Valéria Verba<br />
Técnico de som: Ricardo Reis<br />
Montagem: Marcius Barbieri<br />
Trilha sonora: Assis Medeiros e Jimi Figueiredo<br />
Finalização de som: Miriam Biderman e Ricardo Reis<br />
Uma produção 400 Filmes, Effects Filmes e Ludofilmes</p>
<p><strong>Elenco (por ordem alfabética)</strong><br />
André Frateschi / Cacá Amaral / Carolina Sudati / Charly Braun / Cristiano Karnas / Denise Weinberg / Eucir de Souza / Evelyn Ligocki / Felipe Kannenberg / Júlio Andrade / Larissa Salgado / Leonardo Medeiros / Marat Descartes / Marcelo Coutelo / Mário Bortolotto / Paula Cohen / Plínio Soares / Ramiro Silveira / Rejane Zilles / Rita Batata / Rodrigo Bolzan / Simone Spoladore / Vanise Carneiro / Vinícius Ferreira</p>
<p><strong>*</strong> <em>O longa-metragem</em> Nove Crônicas para um Coração aos Berros <em>se encontra em fase de captação de recursos para a finalização. Mais informações serão publicadas ao longo do ano, nesse site.<br />
</em></p>
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		<title>América Latina em Toulouse</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 14:15:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curtas-metragens]]></category>

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		<description><![CDATA[A Minha Maneira de Estar Sozinho: curta brasiliense está entre os oito selecionados para a competição de Toulouse Desde 1989, a cada ano, a América Latina brilha nas telas de Toulouse. Sede de um festival de trajetória sólida, importante para a difusão da produção latino-americana no continente europeu, a charmosa cidade francesa receberá, de 19 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.gustavogalvao.com/wp-content/uploads/2008/10/a-minha-maneira-01.jpg' alt='a-minha-maneira-01.jpg' /><br />
<em>A Minha Maneira de Estar Sozinho: curta brasiliense está<br />
entre os oito selecionados para a competição de Toulouse</em></p>
<p>Desde 1989, a cada ano, a América Latina brilha nas telas de Toulouse. Sede de um festival de trajetória sólida, importante para a difusão da produção latino-americana no continente europeu, a charmosa cidade francesa receberá, de 19 a 28 de março, a 22ª edição do Rencontres Cinémas d’Amérique Latine. O cinema brasileiro marca presença com uma seleção forte. Em competição, estão cinco longas (uma ficção e quatro documentários) e quarto curtas.</p>
<p>Exibido em importantes festivais brasileiros desde novembro de 2008, inclusive em Brasília e São Paulo, <strong><em>A Minha Maneira de Estar Sozinho</em></strong> consta entre os oito curtas escolhidos para a seleta mostra competitiva de Toulouse. Nesse curioso apanhado de olhares e propostas estéticas, o filme brasiliense divide as atenções com o pernambucano <em>Recife Frio</em> (de Kleber Mendonça Filho) e os cearenses <em>A Mulher Biônica</em> (Armando Praça) e <em>A Montanha Mágica</em> (Petrus Cariry). Dois títulos colombianos (<em>Marina, La Esposa del Pescador</em> e <em>El Reino Animal</em>) e dois argentinos (<em>Teclópolis</em> e <em>No me Ama</em>) completam a mostra.</p>
<p>Na lista de Toulouse, predominam trabalhos que investem no inusitado, no poético e no subjetivo para entender a complexidade das relações humanas e sociais. Nota-se a preocupação de valorizar um olhar sobre a América Latina que fuja do senso comum e aponte a região como um celeiro de cineastas aptos a discutir contemporaneidade.</p>
<p>Assim se destaca, por exemplo, <em>Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo</em>, resultado da parceria entre Karim Aïnouz e Marcelo Gomes. A sensibilidade da dupla revela mais que um país ou um recorte dele (o Brasil); ela repercute, também, a busca do homem pelo seu lugar no mundo. Todos esses filmes e muitos outros, espalhados por quatro seções oficiais e 12 paralelas, revelam um outro olhar sobre um continente inesgotável de idéias.</p>
<p>Leia mais sobre o festival no site:<br />
<a href="http://www.cinelatino.com.fr/arcalt/index.php">http://www.cinelatino.com.fr/arcalt/index.php</a></p>
<p>E sobre a competição de curtas, aqui:<br />
<a href="http://www.cinelatino.com.fr/arcalt/film_section_2010.php?section=court">http://www.cinelatino.com.fr/arcalt/film_section_2010.php?section=court</a></p>
<p><strong>*</strong> De novo em Brasília, onde tudo começou: o curta <em>A Minha Maneira de Estar Sozinho</em> faz parte da mostra <em>Brasília Ano 10</em>, em cartaz no CCBB de 06 a 11 de abril, com entrada franca. O filme está no programa <em>Lirismo</em>, que terá três apresentações: 07/04 (20h30), 09/04 (16h30) e 11/04 (18h30). Completam o programa: <em>Menina Espantalho</em> (Cássio Pereira dos Santos), <em>A Menina que Pescava Estrelas</em> (Ítalo Cajueiro), <em>Uma</em> (Nara Riella), <em>Para Pedir Perdão</em> (Iberê Carvalho) e <em>Entre Cores e Navalhas</em> (Catarina Accioly e Iberê Carvalho).</p>
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		<title>A estética do (quase) nada</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 02:29:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Road Movies]]></category>

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		<description><![CDATA[ESTRANHOS NO PARAÍSO Estados Unidos, 1984, 90 min. Diretor: Jim Jarmusch Direção de fotografia: Tom DiCillo Montagem: Jim Jarmusch, Melody London Com: John Lurie, Eszter Balint, Richard Edson, Cecillia Stark Jim Jarmusch queria fazer um filme. Juntou amigos, dinheiro e um fiapo de história. Para incrementar aquela que viria a ser a base do cinema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.gustavogalvao.com/wp-content/uploads/2010/02/estranhos.jpg' alt='estranhos.jpg' /></p>
<p><strong>ESTRANHOS NO PARAÍSO</strong><br />
Estados Unidos, 1984, 90 min.<br />
Diretor: Jim Jarmusch<br />
Direção de fotografia: Tom DiCillo<br />
Montagem: Jim Jarmusch, Melody London<br />
Com: John Lurie, Eszter Balint, Richard Edson, Cecillia Stark</p>
<p>Jim Jarmusch queria fazer um filme. Juntou amigos, dinheiro e um fiapo de história. Para incrementar aquela que viria a ser a base do cinema independente norte-americano, o cineasta se saiu com um ingrediente bem a seu gosto: o humor que quase não é humor, que resvala no melancólico e no patético ao seguir tipos absolutamente banais. É o que se vê em <em>Estranhos no Paraíso</em>, paródia minimalista de uma sociedade sem nada a dizer.</p>
<p>Inicialmente pensado como um curta-metragem e produzido em três fases, <em>Estranhos no Paraíso</em> é daqueles filmes que representam com precisão uma época – o início dos anos 1980 nos EUA, com uma geração carente de propósitos. Jarmusch dispensou um roteiro elaborado ao narrar a inglória viagem de um jovem inútil com o amigo alienado e a prima recém-chegada da Hungria. Os três, entediados até o dedão do pé, deixam Nova York e vão para a Flórida. Com uma parada em Cleveland.</p>
<p>Jarmusch seguiu na contramão dos <em>road movies</em> pós-<em>Easy Rider</em>, os quais investiram na estrada e nas belas paisagens sem fim como metáforas da sociedade em transformação. Em plena Era Reagan, coube ao cineasta abolir planos dinâmicos e recorrer ao preto-e-branco, aos planos estáticos e aos tempos estendidos. Essa crueza reflete uma juventude estagnada na própria mediocridade. E assim se firmou um artista sem igual – que fez a ponte (aparentemente improvável) entre a Nouvelle Vague francesa, a vanguarda norte-americana e uma parcela significativa do cinema oriental, de Ozu a Tsai Ming-liang.</p>
<p><strong>*</strong> <em>O texto acima dá seqüência à série sobre filmes de estrada, uma reflexão sobre o gênero na carona de UMA DOSE VIOLENTA DE QUALQUER COISA – projeto de Gustavo Galvão em fase de captação de recursos.</em></p>
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		<title>Timidez exposta (II)</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 21:25:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curtas-metragens]]></category>

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		<description><![CDATA[André Araújo e Silvia Lourenço estão no elenco de A Minha Maneira de Estar Sozinho: agora na televisão Depois de marcar presença em importantes festivais no Brasil e no exterior ao longo de 2009, tendo passado recentemente por Amsterdam, Goiânia e Rio de Janeiro, o curta-metragem A Minha Maneira de Estar Sozinho tem data para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.gustavogalvao.com/wp-content/uploads/2008/10/a-minha-maneira-01.jpg' alt='a-minha-maneira-01.jpg' /><br />
<em>André Araújo e Silvia Lourenço estão no elenco de A<br />
Minha Maneira de Estar Sozinho: agora na televisão</em></p>
<p>Depois de marcar presença em importantes festivais no Brasil e no exterior ao longo de 2009, tendo passado recentemente por Amsterdam, Goiânia e Rio de Janeiro, o curta-metragem <em>A Minha Maneira de Estar Sozinho</em> tem data para estrear na telinha. Será no dia 28 de novembro, às 22h30, no programa <em>Zoom</em> (da TV Cultura). A exibição marca o primeiro aniversário do filme, lançado na mostra competitiva do Festival de Brasília, em novembro de 2008.</p>
<p>O curta discute o estado emocional de um jovem de 20 e tantos anos. Todos o chamam pelo apelido. Sueco conduz uma trama de sonhos e frustrações, que serve de motivação para questionar os padrões de uma época em que as aparências se sobrepõem aos indivíduos. A câmera é o olho de uma sociedade que tudo vê e tudo julga. Intimidado, Sueco se defronta com suas angústias de afirmação pessoal.</p>
<p>Quem perder a exibição do sábado, dia 28/11, terá mais uma chance na semana seguinte. A reprise do <em>Zoom</em> vai ao ar na madrugada de sexta para sábado, no dia 05/12, à 1h30.</p>
<p><strong>*</strong> <em>Para mais informações sobre o curta A Minha Maneira de Estar Sozinho, consulte a seção FILMOGRAFIA. Ou o link ao lado (CURTAS-METRAGENS).</em></p>
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		<title>Timidez exposta</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 01:41:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curtas-metragens]]></category>

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		<description><![CDATA[André Araújo em A Minha Maneira de Estar Sozinho: mergulho na mente de um rapaz sonhador e recluso Sueco não sabe dançar, não sabe flertar, não sabe relaxar. Sujeito tímido, ele tem a incômoda sensação de que é observado a cada passo que dá. De fato, por mais que tente se esconder, mais ele é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.gustavogalvao.com/wp-content/uploads/2008/05/sueco-03.jpg' alt='sueco-03.jpg' /><br />
<em>André Araújo em A Minha Maneira de Estar Sozinho:<br />
mergulho na mente de um rapaz sonhador e recluso</em></p>
<p>Sueco não sabe dançar, não sabe flertar, não sabe relaxar. Sujeito tímido, ele tem a incômoda sensação de que é observado a cada passo que dá. De fato, por mais que tente se esconder, mais ele é observado, discutido, julgado&#8230; E os próximos dias serão particularmente intensos para o jovem protagonista de <em>A Minha Maneira de Estar Sozinho</em>. A agenda nunca esteve tão cheia quanto agora, passado quase um ano da estréia no Festival de Brasília.</p>
<p>Ao longo de outubro de 2009, o filme será apresentado em três festivais. O primeiro é a Goiânia Mostra Curtas. Marcada para o período de 6 a 11, ela chega à 9ª edição fiel ao objetivo de contemplar as vertentes da produção de curtas no Brasil. Nesse mesmo fim de semana acontecerá o 5th International Amsterdam Film Festival, que enfoca novas formas de percepção da realidade.</p>
<p>Uma participação bastante significativa ficou reservada para o fim do mês. A partir do dia 30, no Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro (Curta Cinema), a obra faz parte da sessão <em>Novos Quadros</em>. Mais que uma exibição, é quase uma distinção. Com a palavra, os organizadores Ailton Franco Jr., Lis Kogan e Inti Scian: “Este programa reúne curtas de realizadores cuja produção o Festival considera importante acompanhar, seja pelo conjunto de sua obra, seja por trabalhos recentes que tenham gerado grande interesse”. Sueco estará lá. Nem adianta se esconder.</p>
<p><strong>*</strong> <em>Para mais informações sobre o curta A Minha Maneira de Estar Sozinho, consulte a seção FILMOGRAFIA. Ou o link ao lado (CURTAS-METRAGENS).</em></p>
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		<title>O tempo que passa</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 02:59:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Road Movies]]></category>

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		<description><![CDATA[FELIZES JUNTOS Hong Kong, 1997, 98 min. Diretor: Wong Kar-wai Direção de fotografia: Christopher Doyle Montagem: William Chang, Ming Lam Wong Com Tony Leung Chiu-wai, Leslie Cheung Então uma colônia britânica, Hong Kong estava a ponto de ser devolvida à China quando Wong Kar-wai filmou Felizes Juntos. Foi em 1996. O diretor, assim como tantos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.gustavogalvao.com/wp-content/uploads/2009/08/happy_together_1.jpg' alt='happy_together_1.jpg' /></p>
<p><strong>FELIZES JUNTOS</strong><br />
Hong Kong, 1997, 98 min.<br />
Diretor: Wong Kar-wai<br />
Direção de fotografia: Christopher Doyle<br />
Montagem: William Chang, Ming Lam Wong<br />
Com Tony Leung Chiu-wai, Leslie Cheung</p>
<p>Então uma colônia britânica, Hong Kong estava a ponto de ser devolvida à China quando Wong Kar-wai filmou <em>Felizes Juntos</em>. Foi em 1996. O diretor, assim como tantos outros que temiam o futuro à sombra do regime comunista, já se sentia um estrangeiro na própria terra. Porém, do desejo de fazer algo urgentemente, nasceu uma obra visceral, que permitiu a uma geração repensar conceitos como liberdade individual e pátria.</p>
<p>Os personagens principais estão sempre em deslocamento por uma terra estranha. São dois chineses de Hong Kong, recém-emigrados para a Argentina. Inicialmente, vivem numa pensão de Buenos Aires, onde acontecem as cenas mais duras de um relacionamento conturbado entre Lai Yu-fai e Ho Po-wing. Relacionamento marcado pelo auto-exílio e por tudo que isso implica. De um lado, vibra a angústia de não pertencer ao lugar onde transcorre a ação; de outro, existe a consciência de que a distância pode ser um instrumento de renovação – espiritual e sentimental.</p>
<p>Em menos de cinco minutos, com planos altamente estilizados em que predominam o desequilíbrio e a inquietação, Kar-wai revela o ocaso de uma paixão. Perdidos numa estrada no meio dos pampas, os amantes brigam. Não conseguem se localizar no mapa e sentem dificuldades para encontrar o sentimento que um dia os uniu. Para que isso possa acontecer, eles precisariam se liberar de inúmeras amarras. Talvez isso não possa acontecer, afinal.</p>
<p>A despeito da emblemática introdução, há poucas cenas em estradas. Em vez disso, os protagonistas se movem pelas ruas sombrias de uma Buenos Aires que os guias turísticos não mostram. O que mais aproxima o filme de um <em>road movie</em> típico é o modo com o qual o cineasta lida com a relação tempo-espaço. A passagem do tempo chega a ser palpável de tão vinculada que está à metamorfose de Lai Yu-fai e do entorno. A viagem cidade adentro serve para que o personagem descubra, aos poucos, a si mesmo. Não é de estranhar que a percepção do tempo seja algo tão doloroso para ele. </p>
<p><strong>*</strong> <em>O texto acima é o primeiro de uma série sobre filmes de estrada, uma reflexão sobre o gênero feita na carona de UMA DOSE VIOLENTA DE QUALQUER COISA – projeto de longa-metragem de Gustavo Galvão, em fase de captação de recursos. Os próximos textos serão publicados aqui, ao longo de 2009 e 2010.</em></p>
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