Gustavo Galvão

Indícios de uma cidade

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Cartaz do filme, criação do designer Ricardo Landim

As primeiras cenas se desenrolam numa casa de traçado modernista. Pelo visto, estamos em Brasília. A impressão inicial vira certeza quando os protagonistas de A Minha Maneira de Estar Sozinho decidem enfrentar a madrugada fria, passando por ruas arborizadas, amplas e… desertas. Não há pessoas, só os carros das pessoas. Nem isso às vezes. São os indícios de uma cidade diferente de qualquer outra, mas povoada de histórias e tipos absolutamente normais.

Com a estréia marcada para o dia 23 de novembro, às 20h30, no 41º Festival de Brasília, A Minha Maneira de Estar Sozinho mostra a capital pelos olhos de um jovem tímido conhecido como Sueco. A Brasília que ele percorre com a bela Melissa não tem nada a ver com a do noticiário. O que se vê é uma cidade estritamente pessoal. Incapaz de se inserir numa sociedade que privilegia as aparências, Sueco roda pelo Lago Sul em sua Caravan 1982. Ali dentro, ele se despe das obrigações e se entrega aos seus sonhos mais íntimos.

A cidade dos espaços vazios deixa marcas também na trilha sonora do filme, tomado de clássicos do rock brasiliense dos anos 1990 e 2000. O eletrorock de Lucy and the Popsonics abre a trama – Chick Chick Boom vem primeiro, seguida de Chanson Française. À medida que essa quase-história de amor avança, duas bandas marcam presença com um som forte e letras fascinantes: Low Dream e Prot(o). É como se as músicas tivessem sido feitas sob medida para Sueco. Ou pelo próprio.

Afinal, ele é sueco mesmo? Mas ele é moreno!

* A Minha Maneira de Estar Sozinho estreará no dia 23/11, a partir das 20h30, no Cine Brasília. As reprises serão anunciadas aqui, em breve.

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