Gustavo Galvão

cineasta | filmmaker


LONGAS

2012 / 2019


AINDA TEMOS A IMENSIDÃO DA NOITE

Brasil/Alemanha, 2K, 98 minutos, lançamento em 2019
Diretor, roteirista e produtor

* Produzido com patrocínio do Fundo Setorial do Audiovisual (Prodecine 05/2015)
* Projeto desenvolvido
com patrocínio do Fundo Setorial do Audiovisual (Prodav 04/2013)

Cansada de lutar por um lugar ao sol com sua aguerrida banda de rock, onde é vocalista e trompetista, Karen decide ir embora de Brasília. Ela segue os passos do ex-parceiro de banda Artur, que tenta a sorte em Berlim. O convite partiu de Martin, amigo alemão com quem fecham um triângulo imprevisível.

Ainda Temos a Imensidão da Noite será uma obra pulsante. E não poderia ser diferente num filme em que a música e os cenários são alçados à condição de personagens. O fato de os protagonistas serem músicos de verdade confere ao filme de uma intensidade roqueira sem paralelo no cinema brasileiro atual.


UMA DOSE VIOLENTA DE QUALQUER COISA

Brasil, 35mm, 96 minutos, 2013
Diretor, roteirista e produtor

* Produzido com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura (Distrito Federal)
* Selecionado para sete festivais e mostras no Brasil e no exterior, entre eles: 46º Festival de Brasília (2013), 37ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (2013) e 17ª Mostra de Tiradentes (2014)
* 46º Festival de Brasília – Troféu Câmara Legislativa de Melhor Trilha Sonora (2013)
* 11º Prêmio FIESP/SESI-SP de Cinema – Melhor Ator Coadjuvante (Marat Descartes, 2015)

* Exibido comercialmente em 17 cidades (agosto-outubro de 2014)
*
Adquirido pelo Canal Brasil (2015)
* Disponível em HD no NOW, plataforma de vídeo sob demanda da Net (desde março de 2015)
* Disponível em streaming no Lume Channel (desde junho de 2017)

Pedro fugiu de casa, pegou a estrada e não sabe para onde ir. Lucas também não, mas a estrada é seu palco. Eles têm mais de 30 anos e levam apenas a roupa do corpo. Depois de se conhecerem numa lanchonete de beira de estrada, em Minas Gerais, os dois percorrem o interior do Brasil em busca de uma dose violenta de qualquer coisa.

Ao combinar o conteúdo provocante com elementos tragicômicos, o filme exorciza os medos e receios de uma geração que se entrega ao individualismo como se isso amenizasse a falta de perspectivas e a insegurança. Ao longo da jornada, a busca pela identidade se confunde com a ânsia em encontrar uma razão de viver.


NOVE CRÔNICAS PARA UM CORAÇÃO AOS BERROS

Brasil, 35mm, 93 minutos, 2012
Diretor, roteirista e produtor

* Produção independente, finalizada com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura (Distrito Federal)
* Exibido em dez festivais e mostras no Brasil e no exterior, entre eles: 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (2012), 16ª Mostra de Cinema de Tiradentes (2013), 31º Festival Cinematográfico Internacional del Uruguay (2013) e 16º Cine Las Americas International Film Festival (EUA, 2013)
* 31º Festival Cinematográfico Internacional del Uruguay – Menção do Júri ACCU/FIPRESCI (2013)
* 10º Festival de Cinema de Maringá – Melhor Direção de Ficção (2013)

* Exibido comercialmente em nove cidades (2013-2014); reexibição em 2017, em Porto Alegre e Teresina
* Adquirido pelo Canal Brasil (2014)
* Disponível em HD no NOW, plataforma de vídeo sob demanda da Net (desde abril de 2014)
*
Adquirido pela TV Brasil (2015)
*
Disponível na América Latina e na Espanha no iTunes (desde janeiro de 2014)
* Disponível em toda a América Latina na Netflix (entre julho de 2015 e janeiro de 2017)

Larissa não gosta mais de Mário; Leopoldo não sabe se vai ou se fica; Simone cansou de ser prostituta; Júlio ainda mora com a mãe; Vanise se lembrou o que significa ser mulher; Philipp não quer voltar para casa; Carol carrega um cemitério de lembranças; André quer fazer um som diferente; Denise quer viver novas experiências enquanto ainda há tempo.

Nesse mosaico de relações humanas e situações cotidianas, homens e mulheres de diferentes idades sentem uma intensa necessidade de se reinventar. Todos vivem o momento da guinada, cada um a seu modo. Uma homenagem bem pessoal a Roy Andersson, Jim Jarmusch e o Teatro do Absurdo.


CURTAS

2002 / 2008


A MINHA MANEIRA DE ESTAR SOZINHO

Brasil, 35mm, 15 minutos, 2008
Diretor e produtor

* Projeto contemplado no Programa Petrobras Cultural (2006-2007)
* Exibido em 11 festivais no Brasil e no exterior, inclusive na competição do 41º Festival de Brasília (2008), do 5º Amsterdam International Film Festival (Holanda, 2009) e do 22º Rencontres Cinémas d’Amérique Latine de Toulouse (França, 2010)
* Adquirido para a programação da Net NOW (2012)

* Adquirido para o programa Curta TV, da TV Brasil (2011)
* Adquirido para o programa Zoom, da TV Cultura (2009)

Ser compreendido sem perder a individualidade. Este é o desafio de Sueco. Todos são estrangeiros para Sueco, e ele o é para os demais. Sem a possibilidade de adequação social, surge o isolamento. Daí o título do curta – emprestado de Alberto Caeiro, um heterônimo do português Fernando Pessoa. O verso se encontra no poema O Guardador de Rebanhos:

“… Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sozinho.”

Apesar da levada pop, o filme remete a uma estética expressionista e privilegia os valores plásticos de cada plano. O trabalho corporal dos atores é prestigiado na mesma medida que fotografia, montagem e som. Tudo isso serve de base para discutir o estado emocional de um personagem imprevisível.


A VIDA AO LADO

Brasil, 35mm, 13 minutos, 2006
Diretor, produtor e roteirista

* Premiado pelo Programa Petrobras Cultural (2004-2005)
* Exibido em 25 festivais e mostras no Brasil e no exterior, entre eles: 39º Festival de Brasília (2006), 10º Festival de Santa Maria da Feira (Portugal, 2006), 27th Cambridge Film Festival (Inglaterra, 2007), 22nd Odense Film Festival (Dinamarca, 2007) e 13th International Short Film Festival in Drama (Grécia, 2007)
*
39º Festival de Brasília – Troféu Candango de Melhor Ator (Leonardo Medeiros, 2006)
* Adquirido para a programação da Box Brazil (2014)
* Adquirido para o programa Faixa Curtas, da SESCTV (2013)
* Adquirido para a programação da Net NOW (2012)
* Selecionado para o acervo da Programadora Brasil, do Ministério da Cultura (2009)
* Selecionado para o Curta Petrobras às Seis, num circuito de exibição com 12 salas espalhadas por 12 cidades (Dez/2008 a Nov/2009)

* Adquirido para o programa Zoom, da TV Cultura (2009)
* Adquirido para o programa Mix Brasil, do Canal Brasil (2008)

Um dia na vida de três vizinhos. Cecília não consegue dar vazão aos seus desejos. Já Alberto está tão imerso em crises pessoais que pensa em se matar. Ana está um passo adiante deles: consciente do vazio emocional ao qual está submetida, ela quer se realizar. Falta apenas a companhia certa.

Sexo e carência afetiva; alienação e descoberta. A Vida ao Lado trata disso tudo. E de Brasília, síntese de um mundo aparentemente frio, mas cheio de alternativas e de beleza. Muitas vezes, basta olhar para o lado para descobri-lo. O filme se passa no exato momento em que um percebe o outro. Desse modo, um homem e duas mulheres passam a dividir uma experiência: o amor.


UMA QUESTÃO DE TEMPO

Brasil, 35mm, 15 minutos, 2006
Diretor (com Catarina Accioly)

* Exibido em 11 festivais no Brasil e no exterior, entre eles: 39º Festival de Brasília (2006), 25º Festival Internacional del Uruguay (2007), 2º Átalo en Corto (El Escorial, Es­pa­nha, 2007), Brasil Cine (Suécia, 2007) e XS FF (Moscou, Rússia, 2007)
* Adquirido para o programa Faixa Curtas, da SESCTV (2010)

Cada plano em um filme carrega sutilezas, é assim também no dia a dia. Uma Questão de Tempo é um curta-metragem sobre sutilezas, as do cinema e as do cotidiano. Da soma de pequenos eventos, surge a mudança. O começo da primavera traz novas perspectivas na vida da protagonista, uma fotógrafa. A partir do olhar, ela afirma seu papel na sociedade e percebe uma mudança que está para acontecer.


UMA NOITE COM ELA

Brasil, 35mm, 07 minutos, 2005
Diretor e produtor

* Exibido em sete festivais no Brasil e no exterior, entre eles: 15º Curta Cinema (Rio de Janeiro, 2005) e 18º Rencontres Cinémas d’Amérique Latine de Toulouse (França, 2006)

A inspiração para Uma Noite Com Ela veio da crônica, gênero literário que seduz ao abolir o enredo e enfatizar a liberdade de estilo. Mas não há palavras nessa experiência, cuja motivação foi traduzir para a linguagem cinematográfica tal liberdade, a partir de um tema. Como um jazz.

Munidos de uma situação (homem e mulher estão sozinhos à noite), elenco e equipe foram convidados a criar a ação quase que em tempo real. Sabia-se o mínimo: a locação, a hora da filmagem, o figurino e a proposta visual, baseada em luzes baixas. Assim nasceu este filme, uma ficção aberta à improvisação e com uma alta voltagem erótica. Desta comunhão, afloram os aspectos ocultos em qualquer relação a dois – do desejo à dominação, passando por insegurança, dúvida e curiosidade.


DANAE

Brasil, 35mm, 09 minutos, 2004
Diretor, produtor e roteirista

* Exibido em 20 festivais e mostras no Brasil e no exterior, entre eles: 8º Festival de Santa Maria da Feira (Portugal, 2004), 8º Expresión en Corto (México, 2005), 24th Uppsala Short Film Festival (Suécia, 2005) e 14º Festival de Santiago (Chile, 2006)
* Selecionado para o Curta Petrobras às Seis, num circuito de exibição com 12 salas espalhadas por 11 cidades (Ago/2006 a Jul/2007)
* Selecionado para o acervo da Programadora Brasil, do Ministério da Cultura (2008)

O mito grego é um elogio tanto à fertilidade quanto à capacidade de sedução femininas. O roteiro gira em torno destas questões ao repassar as fases do amor – tendo como referência uma mulher, Maria. A vida dela muda quando um estranho a abraça num parque. Depois do abraço, um beijo que enrubesce a pele e revigora o espírito. O estranho, que aparece e desaparece como um anjo, incita uma pequena revolução na personagem. Até então triste e sem brilho, Maria renasce.

No final, Danae proporciona à protagonista a chance de assumir um papel ativo. Ela o faz em relação a um personagem angustiado. Será a vez de Maria agir como um anjo, encerrando uma jornada pessoal de descoberta da sexualidade.


AS INCRÍVEIS BOLINHAS DO DR. SORRISO SARCÁSTICO

Brasil, 16mm, 09 minutos, 2003
Diretor, produtor e roteirista

* Produção independente
* Exibido em oito festivais no Brasil, entre eles: 36º Festival de Brasília (2003), 8º Cine PE (2004) e 15º Festival Internacional de Curtas de São Paulo (2004)

* Menção honrosa da crítica pela direção na Mostra do Cinema Brasiliense (2004)
* Exibido para todo o país pela TV Câmara, no programa Curtas na Tela (2003)

Os diálogos cortantes, o tom confessional da narrativa, o potencial expressionista de ambos. Tudo isso está muito vivo numa crônica de Bernardo Scartezini, a origem desta comédia ácida. Baseado nas três premissas, o roteiro atualizou com imagens o retorno de um jovem atormentado pelo excesso de peso ao consultório do Dr. Sorriso Sarcástico disposto a testar no paciente suas mais radicais terapias de emagrecimento:

Médico: “Olha, não vou dizer que isto aqui não é Prozac.”
Paciente: “Quê? Genérico de Prozac? Isso aqui não deixa a gente doidão?”
Médico: “Isto estimula uma substância no cérebro… A se-ro-to-ni-na. É ela que te deixa feliz quando você come.”
Paciente: “Sei… Tipo ecstasy, né?”


EMMA NA TEMPESTADE

Brasil, 35mm, 15 minutos, 2002
Diretor, produtor, roteirista e montador

* Vencedor do Concurso Nacional de Roteiros, Ministério da Cultura (2001)
*
Exibido em sete festivais no Brasil e no exterior, entre eles: 13º Festival Internacional de Curtas de São Paulo (2002) e 4th Toronto Latino Film Festival (Canadá, 2002)
* Selecionado para o 33º Concurso Curta nas Telas (Porto Alegre, 2008)
* Exibido em versão de 5 minutos na TV Globo, na semana do 45º aniversário de Brasília (2005)
* Adquirido para o programa Zoom, da TV Cultura (2005)
* Adquirido para o programa Curtas na Tela, da TV Câmara (2003)
*
Exibido no Distrito Federal pela TV Brasília no programa Sala de Cinema (2005)

Um homem perturbado e uma mulher misteriosa. Eles se conhecem em um ônibus urbano, e nada será como antes. Depois do primeiro contato, a dúvida. Tudo acontece na fronteira entre a rigidez do tempo e as falhas de percepção deste, entre a certeza da lógica e as possibilidades da imaginação.

Emma na Tempestade não esclarece o que é verdadeiro e o que não é. Resta ao espectador deduzir o que vê enquanto mergulha na mente obscura de P. Ele procura descobrir o que aconteceu com Emma, que desaparece de repente. Há apenas uma certeza: ele está tomado por sentimentos como paranoia e medo – de se aproximar de alguém, de encarar a realidade. O que desencadeia tais sentimentos é a solidão e o cotidiano numa cidade ímpar.