Gustavo Galvão

Pré-estreias em três cidades


Marat Descartes e Vinícius Ferreira estrelam Uma Dose Violenta

Para preparar o lançamento de Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa nos cinemas, três sessões de pré-estreia estão confirmadas. A primeiríssima será em Porto Alegre, cidade que acolheu tão bem o filme na sessão que tivemos em junho, no Festival de Cinema Internacional do RS. Depois ele volta a Brasília, a cidade onde tudo começou, e termina seu giro em São Paulo.

A pré-estreia na capital gaúcha será no dia 06 de agosto, quarta-feira, às 20h, na Casa de Cultura Mário Quintana. Depois da sessão, haverá bate-papo com o público. O ingresso custará só R$ 5 e dará direito a isenção de pagamento na entrada para a confraternização no Espaço Cultural 512 (na Cidade Baixa).

Vejam o evento criado no Facebook para a sessão em Porto Alegre:
https://www.facebook.com/events/675708815829983/

Já a sessão em Brasília será muito especial. Para começar, ela acontecerá no templo do cinema brasiliense, o monumental Cine Brasília (no sábado, 09 de agosto, às 21h). O protagonista Vinícius Ferreira estará presente, juntamente com boa parte da equipe. A entrada será franca! E o ingresso ainda dará direito a entrada gratuita na festa de lançamento do longa, sob comando do pessoal do Criolina, na ASCEB (904 Sul).

Segue o evento criado no Facebook para a sessão em Brasília:
https://www.facebook.com/events/771258532916837/

Por fim, a sessão em São Paulo acontecerá no Espaço Itaú Frei Caneca 03, no dia 11 de agosto, às 21h30. Também com entrada gratuita, esta sessão contará com a presença do outro protagonista do filme, Marat Descartes. O evento no Facebook está aqui:
https://www.facebook.com/events/1535886509966664/

Lembrando que o trailer oficial está no ar!
https://www.youtube.com/watch?v=Ih-ZOFbGOys

O trailer está no ar!


Marat Descartes e Vinícius Ferreira estrelam Uma Dose Violenta

Falta apenas um mês para o lançamento de Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa nos cinemas! Se você quer provar uma dose desde já, que tal dar uma olhada no trailer? Recém-saído do forno, é uma pequena amostra da jornada dos protagonistas Pedro e Lucas pelo Brasil Central – ao som do jazz de Ivo Perelman, Mat Maneri e Matthew Shipp e do protopunk dos Los Saicos.

Eis o link. Boa viagem!
https://www.youtube.com/watch?v=Ih-ZOFbGOys&feature=youtu.be

Road Cerrado Movie


Vinícius Ferreira em cena de Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa

A expressão acima surgiu nas filmagens de Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa. Era a constatação de um detalhe que torna este road movie único em comparação com tantos outros: o pano de fundo para as aventuras de Pedro e Lucas é o Cerrado, região pouco explorada pelo nosso cinema – ainda. Ao fazer a ponte entre a barroca Ouro Preto (MG) e a moderna Brasília, duas cidades decisivas na formação do Brasil que conhecemos, Uma Dose Violenta rodou por outras 11 cidades: Brazlândia, Gama, São Sebastião e Sobradinho (DF); Planaltina, Luziânia, Formosa, Valparaíso e Cristalina (GO); Patrocínio e sua vizinha, Serra do Salitre (MG), onde achamos a estação de trem da foto. Mas o imaginário dos dois protagonistas viaja para além do Cerrado. Na jornada pelo “coração selvagem do Brasil” (palavras de Lucas), eles sonham com Recife, Atacama, África! Para eles, o infinito não é suficiente.

Saiba mais detalhes sobre Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa no Facebook do filme e no site oficial!

Dose tripla em Porto Alegre


Marat Descartes, Vinícius Ferreira e Leonardo Medeiros em cena de
Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa: em festival em Porto Alegre

Dentro de alguns meses, vamos levar Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa aos cinemas pelo Brasil! Enquanto o dia não chega, que tal um “aperitivo” do filme? É o que daremos para o público de Porto Alegre. Uma Dose Violenta foi convidado para o 9º Festival Internacional de Cinema do RS. Mudaram nome e data (até dezembro de 2013, era o Festival de Verão do RS); o objetivo é o mesmo: exibir na cidade uma amostra da produção contemporânea mundial.

O festival vai de 04 a 11 de junho, sendo que o dia 07 será especial. Das 14h às 18h, o diretor Gustavo Galvão e a corroteirista Cristiane Oliveira vão conceder uma palestra sobre a elaboração do roteiro e a realização do filme. Será um aquecimento para a sessão, única, às 19h30. Logo após a sessão, por volta das 21h, Gustavo e Cristiane vão participar de um bate-papo com o público. Os três encontros estão agendados para o mesmo lugar, a Casa de Cultura Mário Quintana. Entrada gratuita!

Lançamento à vista


Marat Descartes e Vinícius Ferreira estrelam Uma Dose Violenta…

Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa está prestes a ser lançado no circuito comercial brasileiro, quase um ano depois da sua estreia no 46º Festival de Brasília (onde recebeu o Troféu Câmara Legislativa de Melhor Trilha Sonora). Desde então, ele foi apresentado em duas importantes vitrines para a produção independente no Brasil: a 37ª Mostra Internacional de São Paulo (outubro de 2013) e a 17ª Mostra de Cinema de Tiradentes (janeiro de 2014). Uma Dose Violenta é um road movie de baixo orçamento rodado no coração do Brasil, entre duas cidades que definem diferentes épocas da história do país: Brasília e Ouro Preto. Fiquem ligados para mais detalhes! Ou acessem o Facebook do filme.

Nove Crônicas: agora no NOW


Júlio Andrade e Denise Weinberg em uma cena de Nove Crônicas

Não viu ainda? Quer ver de novo? Opções não faltam para ver Nove Crônicas para um Coração aos Berros! O filme continua disponível nas lojas iTunes por toda a América Latina – inclusive no Brasil. E já estamos em HD no NOW, a plataforma de vídeo por demanda da Net. Para buscar o filme no catálogo do NOW, o assinante pode seguir esses passos: Cinema > Catálogos por gênero > Cinema nacional. O link para o Nove Crônicas está logo na primeira página do cardápio de opções.

Filme disputa prêmios
Nove Crônicas concorre em quatro categorias do Prêmio ABC, que aponta os destaques técnicos no cinema brasileiro a cada ano. Estão na disputa: André Carvalheira (direção de fotografia), Valéria Verba (direção de arte), Marcius Barbieri (montagem) e Ricardo Reis e Miriam Biderman (som). A premiação, organizada pela Associação Brasileira de Cinematografia, acontecerá no dia 10 de maio (na Cinemateca Brasileira, em São Paulo). O longa também disputa em diversas categorias do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, promovido pela Academia Brasileira de Cinema, cuja cerimônia está prevista para agosto.

Mais detalhes sobre o filme estão no Facebook:
https://www.facebook.com/NoveCronicasParaUmCoracaoAosBerros

E esse é o link para a página do Nove Crônicas no site da Academia Brasileira de Cinema:
http://academiabrasileiradecinema.com.br/nove-cronicas-para-um-coracao-aos-berros/

P.S.: E quem não viu ainda o curta-metragem A Vida ao Lado, uma ótima oportunidade: no dia 04/05, às 19h30, ele estreará na programação da Box Brasil (canal 156 da Net). O filme será a atração do programa Curta in Box! Dois dos atores do longa Nove Crônicas para um Coração aos Berros estão no elenco do curta, lançado em 2006: Leonardo Medeiros (premiado no Festival de Brasília por sua atuação) e Larissa Salgado.

Nove Crônicas no Canal Brasil


Com Simone Spoladore, Júlio Andrade e grande elenco, o longa com
direção de Gustavo Galvão estreia no Canal Brasil agora em março

Já tem programa para depois do carnaval? Então anote na agenda: terça-feira, dia 11/03, às 22h, Nove Crônicas para um Coração aos Berros chegará à tevê! O filme vai estrear no Canal Brasil, na faixa Seleção Brasileira, focada na nova safra da produção cinematográfica nacional. Também tem horário definido a primeira reprise: na madrugada de sábado para domingo (16/03), à 0h15. O Canal Brasil pode ser visto por assinantes das principais operadoras a cabo e por satélite do país, inclusive NET, SKY e GVT.

Todos os detalhes sobre o filme estão no Facebook:
https://www.facebook.com/NoveCronicasParaUmCoracaoAosBerros

Nove Crônicas para a América Latina e Espanha


Detalhe da arte em espanhol para o longa de Gustavo Galvão

Nesta quarta teremos um motivo a mais para celebrar: no dia 1º de janeiro, tem início a pré-venda de Nove Crônicas para um Coração aos Berros nas lojas do iTunes por toda a América Latina e também na Espanha! Já a partir de 16 de janeiro, o filme estará nas lojas virtuais da Apple em cerca de 20 países, inclusive no Brasil – além de Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela, México… Enquanto o dia não chega, que tal dar uma olhada no trailer de “Nueve Crónicas para un Corazón Desgarrado”?

Seguem os links para adquirir o filme em cada país:

Argentina:
https://itunes.apple.com/ar/movie/nueve-cronicas-para-corazon/id748263898

Bolívia:
https://itunes.apple.com/bo/movie/nueve-cronicas-para-corazon/id748263898

Brasil:
https://itunes.apple.com/br/movie/nove-cronicas-para-um-coracao/id748263898

Chile:
https://itunes.apple.com/cl/movie/nueve-cronicas-para-corazon/id748263898

Colômbia:
https://itunes.apple.com/co/movie/nueve-cronicas-para-corazon/id748263898

Costa Rica:
https://itunes.apple.com/cr/movie/nueve-cronicas-para-corazon/id748263898

El Salvador:
https://itunes.apple.com/sv/movie/nueve-cronicas-para-corazon/id748263898

Equador:
https://itunes.apple.com/ec/movie/nueve-cronicas-para-corazon/id748263898

Espanha:
https://itunes.apple.com/es/movie/nueve-cronicas-para-corazon/id748263898

Guatemala:
https://itunes.apple.com/gt/movie/nueve-cronicas-para-corazon/id748263898

Honduras:
https://itunes.apple.com/hn/movie/nueve-cronicas-para-corazon/id748263898

México:
https://itunes.apple.com/mx/movie/nueve-cronicas-para-corazon/id748263898

Nicarágua:
https://itunes.apple.com/ni/movie/nueve-cronicas-para-corazon/id748263898

Panamá:
https://itunes.apple.com/pa/movie/nueve-cronicas-para-corazon/id748263898

Paraguai:
https://itunes.apple.com/py/movie/nueve-cronicas-para-corazon/id748263898

Peru:
https://itunes.apple.com/pe/movie/nueve-cronicas-para-corazon/id748263898

República Dominicana:
https://itunes.apple.com/do/movie/nueve-cronicas-para-corazon/id748263898

Venezuela:
https://itunes.apple.com/ve/movie/nueve-cronicas-para-corazon/id748263898

Uma Dose Violenta em Tiradentes


Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa: confirmado em Tiradentes, o
filme integra a mostra em homenagem ao ator Marat Descartes (esq.)

Vamos voltar a Minas! Em janeiro de 2014, um ano e meio após as filmagens em Ouro Preto e Patrocínio, Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa segue para as Gerais para participar da Mostra de Tiradentes. O filme está confirmado na 17ª edição do evento, a mais célebre vitrine do cinema independente brasileiro.

E essa participação será muito especial: Uma Dose Violenta integrará a homenagem ao ator Marat Descartes, que apresentará, no primeiro fim de semana, dois longas-metragens, um média e quatro curtas. A Mostra de Tiradentes vai acontecer de 24 de janeiro a 1º de fevereiro de 2014. Outros detalhes no site do festival, no Facebook do filme e aqui, em breve!

Road movie atualiza espírito beatnik


Vinícius Ferreira em cena de Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa

Entrevista para Amarílis Lage, publicada no site da 37ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Quase vinte anos atrás, Gustavo Galvão leu um poema que o marcaria profundamente. Era Uivo, de Allen Ginsberg. Um trecho, especialmente, o atingiu: “em busca de uma dose violenta de qualquer coisa”. Essa seria a semente do filme que Galvão apresenta agora na Mostra. O longa traz dois viajantes, Pedro e Lucas, que se conhecem numa lanchonete de beira de estrada em Minas e decidem viajar juntos. Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa é o segundo filme de Galvão, que também apresentou seu primeiro longa (Nove Crônicas para um Coração aos Berros) na Mostra do ano passado.

Seu filme se passa na estrada, mas tem Brasília e Ouro Preto como referências importantes. Ao escolher essas duas cidades, você tinha em mente algum contraponto?

Gustavo Galvão: Os dois personagens principais se conhecem na estrada, mas são de Brasília. Uma das primeiras motivações foi discutir essa cidade – que foi criada com um ideal – a partir de dois brasilienses que saíram dela. Brasília foi crucial para o desenvolvimento do roteiro e foi natural que escolhesse Ouro Preto, porque é seu oposto. É a cidade modernista versus a colonial. A nova versus a antiga. A cidade com identidade forte, histórica, que é Ouro Preto, versus uma ainda em processo de construção.

Essa viagem dos personagens é também um resgate de Brasil?

Galvão: Não gosto de falar em um resgate de Brasil porque eles viajam numa parte muito restrita do país. Prefiro dizer que é o resgate de uma região que o brasileiro desconhece: a região do cerrado, do interior de Goiás, que, na minha opinião, é pouco explorada pelo cinema brasileiro. Um objetivo que persegui tanto no roteiro como na direção foi revelar um pouco dessa parte do país, mas não com um objetivo antropológico ou geográfico. Desde o começo fiz um pacto com os personagens e estou sempre com eles, não caio na tentação de mostrar belas paisagens…

O título é uma referência a Uivo e a história lembra Kerouac. Quais são as aproximações que você buscou com a cultura beatnik?

Galvão: A cultura beatnik foi uma influência muito forte na minha adolescência e, embora eu já não seja adolescente há algumas décadas, carreguei comigo a impressão da primeira leitura de On the Road, por exemplo. Quando li Uivo, essa simples frase – dose violenta de qualquer coisa – me remeteu a muitas possibilidades. Tanto que li isso em 1994 e só escrevi o roteiro em 2007. Estava germinando essa ideia a partir da impressão que tive ao ler Uivo pela primeira vez.

Mas seus personagens não correspondem a um espírito de adolescência. Já estão na faixa dos 30 e passaram por muita coisa. Como chegou a eles?

Galvão: No começo, ia ser realmente um filme sobre jovens. Mas fui amadurecendo e vi que o foco deveria estar em personagens com mais de 30 anos, pessoas que já passaram por poucas e boas na vida e precisam de um tempo para refletir. Trata-se de uma coisa pouco discutida no cinema brasileiro, mas da qual já se fala muito na psicologia: a crise do quarto de vida, quando a sociedade espera que você tome uma decisão, saiba o que vai fazer, ganhe dinheiro, tenha uma família… Mas e se você não se enquadra nessas convenções? E aí? Por isso foi importante meu amadurecimento, para trazer esse personagem em vez de cair no lugar comum dos jovens em busca da vida. Todos nós procuramos a vida em algum momento.

A geração beat também questionava essa vida regida por convenções. Como trouxe essa questão para um contexto contemporâneo, brasileiro?

Galvão: Os tempos são outros, as relações são completamente diferentes… Eu diria que de lá para cá o cinismo talvez tenha ganhado mais significado, e o individualismo seja mais presente. E havia uma certa ingenuidade adorável que não existe mais. Ninguém é ingênuo nessa história. Quanto à questão da brasilidade, não pensei muito nisso – o Brasil ia acabar se revelando pelo meu olhar. Em termos estéticos, uma coisa importante é a trilha. Eu queria o jazz, por causa da inspiração beatnik – tinha a ver com a imprevisibilidade e a descontinuidade dos personagens. Mas mesmo isso a gente atualizou, é um jazz que só poderia ser feito hoje, que olha para a frente. E o filme tem uma mescla de gêneros, tanto narrativos como musicais. Tem funk, tem Otto, tem uma banda peruana dos anos 60… É uma mescla na linha da confusão dos personagens.