Gustavo Galvão

 

Filmografia

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2008

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A MINHA MANEIRA DE ESTAR SOZINHO

Brasil, 35mm, 15 minutos
Diretor e produtor

Estréia no Brasil:
23 de novembro de 2008 (41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro)

Outras estréias:
Holanda: 5º Amsterdam International Film Festival (Outubro de 2009)
França: 22º Rencontres Cinémas d’Amérique Latine de Toulouse (Março de 2010)

Ser compreendido sem perder a individualidade. Este é o desafio de Sueco, o protagonista de A Minha Maneira de Estar Sozinho. Alto e tímido, ele é o retrato de juventude incapaz de se adequar a uma sociedade de relações superficiais. Todos são estrangeiros para Sueco, e ele o é para os demais. Sem a possibilidade de adequação social, surge o isolamento. Daí o título do curta – emprestado de Alberto Caeiro, um heterônimo do português Fernando Pessoa. O verso se encontra no poema O Guardador de Rebanhos:

“… Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sozinho.”

Apesar da levada pop, o filme remete a uma estética expressionista e privilegia os valores plásticos de cada plano. Desse modo, o trabalho corporal dos atores é valorizado, bem como a fotografia, a montagem e o som. Tudo isso serve de base para discutir o estado emocional de um personagem surpreendente.

Em DVD:
Mostra Brasília, Outros 50 Anos
22/04 (21h), na Funarte Brasília. Entrada franca.

Veja o filme (Daily Motion):
http://www.dailymotion.com/video/xbozym_a-minha-maneira-de-estar-sozinho_shortfilms

Veja o making of:
http://www.youtube.com/watch?v=1VAUhbyB4-k

2006

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A VIDA AO LADO

Brasil, 35mm, 13 minutos
Diretor, produtor e roteirista

Estréia no Brasil:
24 de novembro de 2006 (39º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro)

Outras estréias:
Portugal: 10º Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira (Dezembro de 2006)
Uruguai: 25º Festival Internacional del Uruguay (Montevidéu, março de 2007)
Honduras: Mostra de Curtas Brasilienses (Alliance Française, Tegucigalpa, maio de 2007)
Inglaterra: 27th Cambridge Film Festival (Julho de 2007)
Peru: Mostra de Curtas Brasilienses (Centro Cultural España, Lima, julho de 2007)
Dinamarca: 22nd Odense Film Festival (Agosto de 2007)
Grécia: 13th International Short Film Festival in Drama (Setembro de 2007)
Suécia: Brasil Cine (Estocolmo e Gotemburgo, outubro de 2007)
Alemanha: Mostra Brasil Plural 10 (Munique, outubro de 2007)
Áustria: Mostra Brasil Plural 10 (Salzburg, outubro de 2007)
Espanha: 4º Festival Internacional Curtocircuito (Santiago de Compostela, outubro de 2007)
Suíça: Mostra Brasil Plural 10 (Berna, janeiro de 2008)
Israel: 3º GLBT Film Festival Tel-Aviv (Israel, junho de 2008)

O curta acompanha um dia na vida de três vizinhos. Cecília não consegue dar vazão aos próprios desejos. Já Alberto está tão imerso em crises pessoais que pensa simplesmente em se matar. Ana está um passo adiante dos dois. Consciente do vazio emocional ao qual está submetida, ela quer se realizar. Falta apenas a companhia certa.

Sexo e carência afetiva; alienação e descoberta. A Vida ao Lado trata disso. E de Brasília, síntese de um mundo aparentemente frio, mas repleto de alternativas e beleza. Às vezes, basta olhar para o lado para descobri-lo.

Mais do que uma cidade, Brasília é uma utopia. O desenho de Lucio Costa pretendia conciliar no espaço urbano a natureza, a arquitetura e o homem. Se hoje isola as famílias, a abundância de espaços abertos deveria ser um estímulo ao convívio em comunidade.

A Vida ao Lado surgiu da idéia de reconciliar os indivíduos com este projeto. Para isso, obriga cada personagem a deixar seu mundo particular – seja um apartamento, seja um carro trancado. O filme aborda o momento em que um percebe a presença do outro. Desse modo, um homem e duas mulheres passam a dividir uma experiência: o amor.

Veja o filme (Vimeo):
http://www.vimeo.com/5032563

Veja o filme (Porta Curtas):
http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=4957&Exib=1

2006

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UMA QUESTÃO DE TEMPO

Brasil, 35mm, 15 minutos
Diretor (com Catarina Accioly)

Estréia no Brasil:
26 de novembro de 2006 (39º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro)

Outras estréias:
Uruguai: 25º Festival Internacional del Uruguay (Montevidéu, março de 2007)
Espanha: 2º Átalo en Corto (San Lorenzo de El Escorial, julho de 2007)
Holanda: Cine Brasil (Amsterdã, setembro de 2007)
Suécia: Brasil Cine (Estocolmo e Gotemburgo, outubro de 2007)
Rússia: XS FF (Moscou, novembro de 2007)

Mais uma vez, a vida num dia. O curta-metragem exige concisão. Porém, a opção por narrar uma série de eventos em um período breve se vincula também à disposição de explorar o poder intrínseco da imagem cinematográfica. Cada plano carrega sutilezas diversas, é assim também no dia a dia. Uma Questão de Tempo é um filme sobre estas sutilezas, as do cinema e as do cotidiano. Da soma de pequenos eventos, surge a mudança.

O início da primavera em Brasília acarreta mudanças climáticas claras. A partir do roteiro, tratou-se de estabelecer um paralelo entre o tempo e a protagonista, uma fotógrafa. Ou seja, uma profissional do olhar. A primavera traz novas perspectivas na vida desta mulher. É a partir do olhar que ela consolida seu papel na sociedade e percebe que uma mudança emocional está para acontecer.

Veja o filme:
http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?Cod=4919&Exib=1

2005

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UMA NOITE COM ELA

Brasil, 35mm, 07 minutos
Diretor e produtor

Estréia no Brasil:
27 de novembro de 2005 (38º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro)

Outras estréias:
França: 18º Rencontres Cinémas d´Amérique Latine de Toulouse (Março de 2006)

É fundamental entender o cinema como uma expressão plural, capaz de se reinventar quando combinada com outras vertentes. A inspiração para Uma Noite Com Ela veio da crônica, gênero literário que seduz ao abolir o enredo e enfatizar a liberdade de estilo. No entanto, não há palavras neste caso. Isso traduz uma motivação da direção: traduzir para a linguagem cinematográfica tal liberdade, a partir de um tema. Como um jazz.

Munidos apenas de uma situação inicial (um homem e uma mulher estão sozinhos à noite), elenco e equipe foram convidados a criar a ação quase que em tempo real. Sabia-se apenas o mínimo: a locação, a hora da filmagem, o figurino e a proposta visual, baseada em luzes baixas. Assim nasceu este filme, uma ficção aberta à improvisação e com uma alta voltagem erótica. Desta comunhão, afloram os aspectos ocultos em qualquer relação a dois – do desejo à dominação, passando por insegurança, dúvida e curiosidade.

Veja o filme:
http://www.portacurtas.com.br/pop4_160.asp?COD=4601&Exib=5491

2004

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DANAE

Brasil, 35mm, 09 minutos
Diretor, produtor e roteirista

Estréia no Brasil:
28 de novembro de 2004 (37º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro)

Outras estréias:
Portugal: 8º Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira (Dezembro de 2004)
México: 8º “Expresión en Corto” (Guanajuato e San Miguel de Allende, julho de 2005)
Alemanha: 16th Hamburg Gay & Lesbian Film Festival (Outubro de 2005)
Suécia: 24th Uppsala International Short Film Festival (Outubro de 2005)
Espanha: Festival Brasil NoAr (Barcelona, maio de 2006)
Chile: 14º Festival Chileno Internacional del Cortometraje (Santiago, novembro de 2006)
Honduras: Mostra de Curtas Brasilienses (Alliance Française, Tegucigalpa, maio de 2007)
Peru: Mostra de Curtas Brasilienses (Centro Cultural España, Lima, julho de 2007)

Com os seus elementos alegóricos, os mitos são recursos para explicar aquilo que foge à lógica. Danae é um caso para compreender a sexualidade humana. Na mitologia grega, ela era uma mulher cuja beleza extraordinária seduziu Zeus. Dormia profundamente quando este se aproximou e a visitou, disfarçado em uma chuva de ouro. Do amor sem contato físico, nasceu Perseu.

O mito representa um elogio tanto à fertilidade quanto à capacidade de sedução femininas. É um pretexto para discutir o erotismo da mulher, talvez o melhor de todos. O roteiro gira em torno destas questões para representar as fases do amor – a partir de uma mulher, Maria. A vida dela muda por completo quando um estranho lhe abraça num parque. Depois do abraço, um beijo que enrubesce a pele e revigora o espírito. O estranho, que aparece e desaparece como um anjo, incita uma pequena revolução na personagem. Até então triste e sem brilho, Maria renasce.

No final, Danae proporciona à protagonista a oportunidade de assumir um papel ativo. Ela o faz em relação a um homem angustiado. Será a vez de Maria agir como um anjo. O filme explora as transformações desta mulher na descoberta da sexualidade.

Veja o filme (Vimeo):
http://www.vimeo.com/5531768

Veja o filme (Porta Curtas):
http://www.portacurtas.com.br/pop4_160.asp?COD=3285&Exib=5491

Veja o filme (You Tube):
Em breve.

2003

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AS INCRÍVEIS BOLINHAS DO DR. SORRISO SARCÁSTICO

Brasil, 16mm, 09 minutos
Diretor, produtor e roteirista

Estréia no Brasil:
23 de novembro de 2003 (36º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro)

Médico: “E aí, já pensou em operar pra reduzir o estômago?”
Paciente: “É… não… Não quero ficar vomitando tudo o que comer.”

Difícil apontar o que motivou a realização deste filme: os diálogos cortantes, o tom confessional da narrativa ou o potencial expressionista de ambos? Tudo isso está presente numa crônica de Bernardo Scartezini, a origem desta comédia ácida. Baseado nas três premissas, o roteiro atualizou com imagens o retorno de um jovem atormentado por seu excesso de peso ao consultório do Dr. Sorriso Sarcástico. Ele está disposto a testar no paciente suas mais radicais terapias de emagrecimento:

Médico: “Olha, não vou dizer que isto aqui não é Prozac.”
Paciente: “Quê? Genérico de Prozac? Isso aqui não deixa a gente doidão?”
Médico: “Isto estimula uma substância no cérebro… A se-ro-to-ni-na. É ela que te deixa feliz quando você come.”
Paciente: “Sei… Tipo ecstasy, né?”

Veja o filme:
http://www.portacurtas.com.br/pop4_160.asp?COD=1892&Exib=5491

2002

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EMMA NA TEMPESTADE

Brasil, 35mm, 15 minutos
Diretor, produtor e roteirista

Estréia no Brasil:
24 de agosto de 2002 (13º Festival Internacional de Curtas de São Paulo)

Outras estréias:
Canadá: 4th Toronto Latino Film Festival (Dezembro de 2002)

A trajetória do indivíduo se faz da confrontação entre a rigidez do tempo e as falhas de percepção deste. Emma na Tempestade se situa nesta fronteira. Ou seja, entre a certeza da lógica e as possibilidades da imaginação. No foco estão um homem perturbado e uma mulher misteriosa. Eles se conhecem em um ônibus urbano, e nada será como antes.

Depois do contato inicial, a dúvida. O filme não esclarece em nenhum momento o que é verdadeiro e o que não é. Resta ao espectador definir as situações de acordo com deduções próprias. Ao romper com o desenrolar natural do tempo, Emma na Tempestade se baseia numa estrutura quebradiça. É um mergulho na mente obscura de P.

Ele quer saber o que se sucedeu com Emma, que desaparece de repente. O espectador também não tem domínio dos fatos. Há apenas uma certeza: o protagonista está tomado de sentimentos como paranóia e medo – de se aproximar de alguém, de encarar a realidade. O que desencadeia tais sentimentos é a solidão e o cotidiano numa cidade ímpar.

Veja o filme:
http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=1720